Do Cinema Mudo
Aos Filmes de Ficção Científica
Estabelecer marcos históricos é sempre perigoso no campo das artes, mas segundos dados históricos a história do cinema começa em 1985. Chamado por muitos de a Sétima Arte, o cinema vem evoluindo desde então, hoje em dia baseia-se em projeções de imagens animadas, efeitos especiais, e muita intervenção tecnológica. Mas até chegar nos anos 2000, foi uma longa jornada. Confira agora os principais movimentos e diretores que foram contribuindo para este crescimento desde o início até os tempos atuais.
Na Europa
A primeira sessão pública foi organizada em 28 de dezembro de 1895 por Auguste Marie Louis Nicholas Lumière e Louis Jean Lumière conhecidos por irmãos Lumière. Cada ingresso custava apenas 1 franco, 33 assentos foram ocupados por cerca de 20 minutos no subsolo do Salão Grand Café em Paris. Sete anos depois, foi a vez do ilusionista francês Georges Mèliés um dos precursores do cinema, contribuir com seus inventivos efeitos fotográficos, por este motivo Méliès é considerado o "pai dos efeitos especiais". Ele fez mais de 500 filmes e construiu o primeiro estúdio cinematográfico da Europa.
Década de 1920
Expressionismo Alemão: Sombras, loucura e grotesco são os atores principais do cinema alemão. O movimento tenta representar o clima pós-guerra que toma conta do país e dura até a ascensão de Hitler, que proibiu as artes “degeneradas” e apostou no cinema-propaganda, afugentando grandes diretores do país.
Filmes: Metrópolis (Fritz Lang), Nosferatu (F.W. Murnau), O Gabinete do Dr. Caligari (Robert Wiene).
Avant-Garde Francesa: Artistas das vanguardas plásticas trazem inovações às telas. Para não perder nenhum detalhe de grandes paisagens, o excêntrico Abel Gance coloca 3 câmeras lado a lado. Na hora da exibição, usa 3 projetores, inaugurando o formato de tela conhecido hoje.
Filmes: O Cão Andaluz (Luis Buñuel e Salvador Dali), A Concha e o Clérigo (Germaine Dulac), Napoleão (Abel Gance).
Experimentalismo Soviético: A falta de película nas faculdades de Moscou leva estudantes de cinema a descobrir a montagem: usando vários pedaços de filmes famosos e a justaposição de imagens, criam uma nova obra. Influenciados pela Revolução Russa, fazem um cinema ideológico, sem perder o impacto visual.
Filmes: O Encouraçado Potemkin (Sergei Eisenstein), Um Homem com uma Câmera (Dziga-Vertov).
Década de 1940
Neo-Realismo Italiano:Temas sociais, atores não-profissionais e gravações fora de estúdio. Por levar a realidade do pós-guerra ao cinema com custos tão baixos, os italianos se tornam referência e influenciam diversos diretores, entre eles, o brasileiro Glauber Rocha.
Filmes: Ladrões de Bicicleta (Vittorio De Sica), Roma, Cidade Aberta (Roberto Rosselini), A Terra Treme (Luchino Visconti).
Década de 1950
Ingmar Bergman: Memória, psique e dores existenciais são temas tão presentes na sua filmografia, que acabaram se tornando personagens de sua obra. Ingmar Bergman foi um grande dramaturgo e cineasta suéco
Nouvelle Vague
Cansados dos mesmos filmes, críticos da conceituada revista francesa Cahiers du Cinema decidem colocar a mão na massa. Ou melhor, a câmera nos ombros. A nova onda usa a seu favor as dificuldades técnicas para contar histórias simples, criando um estilo único.
Filmes: Acossado (Jean-Luc Godard), Os Incompreendidos (François Truffaut).
Década de 1980
Pedro Almodóvar: Com linguagem televisiva, beirando o folhetim, Almodóvar costura a sua filmografia de toques biográficos com o tema recorrente do desejo.
Década de 1990
Dogma 95: Quatro diretores dinamarqueses se reúnem e criam 10 regras para fazer um cinema puro, simples e sem gênero. Entre elas, ausência de trilha sonora, de luz artificial e de efeitos especiais. O chamado Manifesto Dogma reforça a idéia de que qualquer um pode fazer cinema e cria seguidores pelo mundo.
Filmes: Festa de Família (Thomas Vintenberg), Os Idiotas (Lars Von Trier).
Nos EUA
Ironicamente, a milionária indústria cinematográfica americana foi fundada por produtores independentes. Em 1912, eles deixaram Nova Jersey para fugir da guerra judicial promovida por Thomas Edison, que detinha as patentes dos equipamentos de filmagem, e fundaram Hollywood. Confira a história da indústria de sonhos.
Década de 1910
Cinema Mudo: Fãs dos melodramas de Charles Dickens os diretores D.W. Griffith e Charles Chaplin se tornam os nomes do cinema mudo americano. Inaugurando a linguagem clássica, D.W. Griffith faz grandes filmes históricos. Já Charles Chaplin, usa a comédia burlesca de um andarilho cujos modos são dignos de um cavalheiro da época.
Filmes: O Nascimento de uma Nação (D.W. Griffith), Vagabundo (Charles Chaplin).
Década de 1930
Cinema de Gênero
Com o advento do cinema falado, os produtores decidem fazer do som o personagem principal do cinema. Musicais aparecem em massa e inauguram a época de ouro do cinema americano. Mas Hollywood não vive só de músicas. A ingenuidade das comédias românticas e as disputas de faroestes também preenchem as telas nessa década.
Filmes: A Mulher Faz o Homem (Frank Capra), No Tempo das Diligências (John Ford), Picolino (Mark Sandrich).
Década de 1940
Orson Welles: Em 1941, Welles faz sua estréia no cinema, o que rendeu à sétima arte um dos melhores filmes da história: Citizen Kane no Brasil, Cidadão Kane.
Film Noir: (Do Francês Filme preto) A violência e as regras da máfia são exploradas nesse gênero, que teve forte influência da literatura policial americana e da estética alemã dos anos 20. Por duas décadas, o estilo Noir mostrou crimes e perigosas paixões em dramas inteligentes.
Filmes: À Beira do Abismo (Howard Hawks), Anatomia de um Crime (Otto Preminger), Casablanca (Michael Curtiz).
Década de 1950
Exploitation: Traduzindo, o termo quer dizer exploração. O gênero se refere aos chamados filmes B, feitos com pouca grana e sem méritos artísticos. O gênero é resgatado nos anos 70 e se populariza nos anos 90, baseado em literatura barata e explorando sexo e sangue. Embora não sejam sempre assim, existindo alguns que merecem elogios por parte da crítica e que reunem um grande número de seguidores, com fãs conhecidos tais como o diretor Quentin Tarantino, transformando-se em Filmes Cult.
Filmes: Glen ou Glenda, Plano 9 do Espaço Sideral (Ed Wood Jr.).
Década de 1970
Nova Geração: Capitaneados por Francis Ford Coppola e saídos da faculdade, os jovens Martin Scorsese, Brian De Palma, Steven Spielberg e George Lucas invadem Hollywood, trazendo muito lucro aos estúdios com filmes em que a violência e a rebeldia são a tônica.
Filmes: O Poderoso Chefão I e II (Francis F. Coppola), Taxi Driver (Martin Scorcese), Tubarão (Steven Spielberg).
Década de 1980/1990/2000
Blockbusters: Efeitos especiais levam fantasia e imaginação de volta ao cinema. O resultado: bilheterias astronômicas, seqüências milionárias e o futuro da sétima arte. A tecnologia, cada vez mais presente nos equipamentos e nas telas, permite até criar filmes usando atores virtuais.
Filmes: E.T. (Steven Spielberg), Titanic (James Cameron), a trilogia Senhor dos Anéis (Peter Jackson), as animações da Pixar.
De 2000 à 2014
Era Sci-Fi: ( No Brasil FC) A partir do ano 2000 a onda de ficção científica veio com um diferencial, os cineastas não se limitaram apenas a elementos do gênero (aliens, espaço, etc), decidiram misturar alguns elementos com outros gêneros (thriller, comédia, terror, romance etc.) James Cameron mais uma vez se superou com Avatar que foi algo inovador, e além disso foi o primeiro filme em 3-D que usou tecnologia de ponta, dando um show de efeitos especiais. A partir de 2009 esse gênero ganhou cada vez mais espaço, e as produções em 3D viraram febre em todos os países.
Filmes: Avatar (James Cameron) Repo Man (Miguel Sapochnik), as produções da Marvel e DC Universe.
2014: Este ano esta sendo marcado pelo cinema 3D, grandes produções cheias de efeitos especiais de tirar o fôlego, muita ação, animações e tecnologia avançada. Vale ressaltar os filmes baseados em HQs que invadiram os cinemas desde o ano 2000.
Filmes: 300: A Ascensão do Império (Noam Murro), Noé (Darren Aronofsky), Capitão América - O Soldado Invernal (Anthony Russo, Joe Russo), Planeta dos Macacos - O confronto (Matt Reeves).
Fontes: Revista Super Interessante Editora Abril, Wikipédia
Postado por: Janaina Cevey

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